Como o sistema de freios ABS pode salvar sua vida?
publicado em 29/06/2015


Alguns dos principais fatores causadores de acidentes nas estradas e trechos urbanos, estão diretamente associados às derrapagens e ao travamento das rodas em frenagens de emergência, quando o motorista tenta evitar uma colisão.

Quando ocorre o travamento das rodas, especialmente das rodas dianteiras, o motorista perde a dirigibilidade do veículo, que segue em linha reta ainda que o ele tente desviar do obstáculo ou manter o veículo em curso.



Um estudo de comportamento encomendado pela Bosch, fornecedora de 65% dos sistemas de freio ABS que equipam a frota brasileira, revela que apenas 11% dos carros nacionais são equipados com o Antiblock Braking System (ABS), ou Sistema Antibloqueio de Frenagem.


O objetivo principal é desviar dos obstáculos e reduzir o espaço de frenagem
A principal função do dispositivo é garantir que o automóvel obedeça à trajetória determinada pelo motorista, permitindo que o veículo desvie de eventuais obstáculos e reduza o espaço de frenagem. Segundo estudos realizados pela equipe de engenharia da Bosch, um veículo médio equipado com ABS, a 80 quilômetros por hora, precisa de um espaço 20% menor para frear até parar. Ao evitar que as rodas travem durante uma freada brusca, o ABS melhora a performance de segurança do veículo, ajudando a prevenir acidentes.

No ABS, cada roda do veículo é equipada com um sensor de movimento. Toda vez que uma delas ameaça travar, os sensores detectam o problema e enviam a informação para um processador central (igual ao de um computador). Numa fração de segundo, o processador transmite uma ordem para o sistema hidráulico, que imediatamente alivia a pressão dos freios das rodas que ameaçam travar, evitando que o veículo se desgoverne.

Além de fazer constantemente sua auto-diagnose, o sistema permite que em caso de pane total do sistema elétrico, as funções do freio convencional sejam mantidas inalteradas, evitando assim riscos de perda dos freios caso o sistema ABS não esteja em funcionamento.

Composição básica do ABS
Atuando em conjunto com freio convencional, o sistema é basicamente composto por:
 - processador;
 - módulo hidráulico;
 - sensores que fazem o monitoramento das rodas.

1) Processador
O processador é considerado o "cérebro" do sistema ABS. Nele, todas as informações transmitidas pelos sensores das rodas são lidas e interpretadas. Após receber os dados, o processador envia um comando para o sistema hidráulico diminuir a pressão sobre os freios das rodas que ameaçam travar, evitando assim diferenças de velocidade entre estas e as demais e conseqüentemente mantendo o veículo sobre controle.



2) Módulo hidráulico
O módulo hidráulico tem a função de realizar o "serviço pesado" do ABS: é ele que controla a pressão dos freios. O sistema entra em operação toda vez em que os sensores detectam risco de travamento de algumas das rodas. Para evitar o bloqueio e, ao mesmo tempo realizar uma frenagem eficiente, o módulo hidráulico alivia a pressão dos freios, devolvendo fluído para o cilindro mestre. Esse processo causa a pulsação que é sentida pelo motorista no pedal de freio e pode se repetir numa freqüência de até 20 vezes por segundo.


3) Sensores de velocidade
O sistema ABS é dotado de quatro sensores, instalados um em cada roda. Todas vezes que uma delas ameaça travar, os sensores detectam o risco e repassam a informação para o processador. Os veículos mais modernos dotados de ABS possuem um anel magnético, localizado no cubo de roda; através desse dispositivo, o sensor consegue fazer uma leitura precisa da velocidade com que a roda está girando e se há risco de travamento durante uma frenagem.


Consolidação do ABS
A consolidação do ABS deu origem a outros sistemas como o Controle de Tração (ASR ou TC) que tem como princípio monitorar as rodas do veículo e evitar que as elas girem em falso durante uma arrancada, especialmente em piso escorregadio, e ao Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP), cuja função é monitorar a trajetória e inclinação do veículo em relação à direção imposta pelo motorista ao volante e atuar no sistema de freio ou no torque do motor - sem a interferência do motorista - para garantir que o veículo siga a trajetória desejada, mantendo assim a sua estabilidade.

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