Crianças até 4 anos com cadeirinhas voltadas para o vidro traseiro!
publicado em 29/06/2009


Uma pesquisa recém publicada garante que crianças com até quatro anos de idade devem andar de carro com a cadeirinha voltada para o vidro traseiro do veículo.

Esta pesquisa foi realizada pela Dra. Elizabeth Watson e Michael Monteiro, médicos que trabalham em Guildford, Inglaterra. Não teve financiamento externo e foi divulgado pelo British Medical Journal.

Crianças com até 4 anos sofrem mais com acidentes
A pesquisa examinou acidentes com veículos envolvendo crianças na Grã Bretanha, EUA e Europa e ainda realizou testes experimentais. Os pesquisadores constataram que crianças com até quatro anos de idade tem 75% menos chance de sofrer ferimentos graves quando os assentos infantis estão voltados para o vidro traseiro do carro.

Essa simples mudança é necessária por causa da anatomia da coluna vertebral e do maior volume de massa da cabeça que a criança tem. Em um acidente, a cadeira voltada para o vidro traseiro, mantém a cabeça, pescoço e coluna mais alinhados, além de dispersar mais uniformemente a força de impacto pelo corpo infantil, causando menos danos à criança.

Até então era aconselhado que somente bebês de até 1 ano de idade e/ou até 9kg deveriam ocupar cadeirinhas de segurança de costas para o movimento (voltadas para o vidro traseiro), quando completassem 1 ano e/ou tivessem entre 9 e 18 kg deveriam ocupar o assento de segurança voltado para frente.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro?
O Código de Trânsito Brasileiro no artigo 64 exige que crianças andem no banco de trás sem fazer nenhuma menção a assentos de segurança: “As crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN.” Entretanto, já se sabe que criança segura só pode andar de carro com assento apropriado para seu peso e altura. Cabe agora aos pais se conscientizarem deste novo dado revelado na pesquisa e realizar as mudanças necessárias na maneira de transportar seus filhos.

Fonte: NHS Choices
Texto: Equipe MotorClube

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