Airbag: segurança ou perigo?
publicado em 20/04/2008


O airbag surgiu para proteger os pilotos americanos durante a II Guerra Mundial caso ocorresse uma parada repentina. Somente na década de 60 que os técnicos da General Motors desenvolveram um tipo para ser usado em automóveis, mas foi a Volvo que lançou o equipamento no mercado.

Os primeiros airbags só eram ativados se o motorista estivesse usando o cinto de segurança. Atualmente existe um sistema que não depende do uso do cinto, este sistema independente é ativado pela presença do passageiro. Entretanto, a maioria dos sistemas instalados nos veículos exige o uso do cinto de segurança.

Na época em que foi lançado, o airbag foi considerado um salva vidas perfeito, mas depois de alguns acidentes envolvendo o equipamento, ele deixou de ser considerado um item de segurança perfeito e se tornou para muitos um perigo iminente, a qualquer parada brusca.

O que vai determinar se o airbag é seguro ou perigoso são determinadas normas, comprovadas por pesquisas, que nos orienta a seu respeito:

1. Airbag não é um cinto de segurança diferenciado, por isso, nunca deixe de usar o cinto de segurança.

2. Prefira airbag de dois tempos. A violência do impacto quando é inflado em cima do ocupante do veículo é menor, diminuindo a chance de lesões.

3. Não dirija um carro com airbag frontal com distância menor de 25 cm da direção.

4. O centro da direção do veículo deve apontar para o peito do motorista e não para pescoço e rosto.

5. Bebês e crianças de até 10 anos de idade devem ser transportadas no banco traseiro, em cadeirinha e cinto de segurança apropriados.

6. Os benefícios do uso airbag na gravidez superam os riscos, somente se a gestante utilizar corretamente o cinto – na altura dos quadris – e colocar o banco o mais distante que puder da direção, desde que permita o perfeito contato com o volante e com os pedais. Mas saiba de uma coisa: a proximidade do útero gravídico com o airbag aumenta o risco de lesões fetais¹.

7. O cinto de segurança confere proteção acentuadamente superior ao airbag (65% x 8%) quando utilizados isoladamente e, quando combinados, reduzem a mortalidade em cerca de 68%¹.


¹ Projeto Diretrizes. Abramet – Associação Brasileira de Medicina do Tráfego.
 

Compartilhe esta notícia: