Matérias sobre Direção Segura - Leis de Trânsito
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Airbag e freio ABS obrigatórios. Carro ficará mais caro?
publicado em 21/04/2009


O CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou a obrigatoriedade do sistema de antitravamento de rodas (ABS) e airbag para todos os veículos novos produzidos, saídos de fábrica, e também para os veículos originários de novos projetos e deles derivados.

Aumento do preço?
Segundo o CONTRAN estas mudanças não irão aumentar os preços dos veículos. As montadoras deverão incorporar os custos à produção de maneira que não sejam repassados ao consumidor, mas isso não está previsto em lei... O custo para quem deseja hoje ter airbags frontais e freio com ABS fica em torno de cinco mil reais.

Obrigatoriedade progressiva
A lei abrange todos os carros nacionais e importados de categorias específicas (ver tabela 1). Os airbags deverão ser obrigatoriamente instalados para o motorista e o passageiro frontal. Até agora a lei e resoluções a respeito do assunto não obrigam a instalação dos equipamentos para veículos já em uso. A implantação dos dispositivos de segurança pela indústria será progressivo e iniciado a partir do ano que vem.

O CONTRAN entende que os carros originários de “novos projetos”, são modelos de veículo que nunca obteve o Código de Marca/Modelo/Versão junto ao DENATRAN, veículos derivados de automóveis, e os veículos em que a parte dianteira da carroceria, que vai até a coluna “A”, seja semelhante na forma e na estrutura ao do automóvel do qual o projeto deriva (ver figura).

Os veículos fora-de-estrada, os veículos para uso bélico e os especiais, definidos pela norma NBR 13776 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não estão dentro da obrigação do airbag. Para o ABS, só estão livres da lei os veículos de uso bélico e os fora-de-estrada. Para mais detalhes, veja as tabelas abaixo.

Tabela 1
Categorias definidas pela norma da ABNT NBR 13776.

M

Veículo automotor que contém pelo menos quatro rodas, projetado e construído para o transporte de passageiros.

M1

Veículos projetados e construídos para o transporte de passageiros, que não tenham mais que oito assentos, além do assento do motorista.

M2

Veículos projetados e construídos para o transporte de passageiros que tenham mais que oito assentos, além do assento do motorista, e que contenham uma massa não superior a 5 t.

M3

Veículos projetados e construídos para o transporte de passageiros, que tenham mais que oito assentos, além do assento do motorista, e tenham uma massa máxima superior a 5 t.

N

Veículo automotor que contém pelo menos quatro rodas, projetado e construído para o transporte de cargas.

N1

Veículos projetados e construídos para o transporte de cargas e que contenham uma massa máxima não superior a 3,5 t.

N2

Veículos projetados e construídos para o transporte de cargas e que contenham uma massa máxima superior a 3,5 t e não superior a 12 t.

N3

Veículos projetados e construídos para o transporte de cargas e que contenham uma massa máxima superior a 12 t.

O

Reboques (incluindo semi-reboques).


Tabela 2
Cronograma de implantação progressiva do airbag em novos projetos de automóveis e veículos deles derivados, nacionais ou importados:

DATA DE IMPLANTAÇÃO

PERCENTUAL DA PRODUÇÃO

01 de janeiro de 2011

10%

01 de janeiro de 2012

30%

01 de janeiro de 2013

100%


Tabela 3
Cronograma de implantação progressiva do airbag em automóveis que já estão em produção e veículos deles derivados, nacionais ou importados:

DATA DE IMPLANTAÇÃO

PERCENTUAL DA PRODUÇÃO

01 de janeiro de 2010

8%

01 de janeiro de 2011

15%

01 de janeiro de 2012

30%

01 de janeiro de 2013

60%

01 de janeiro de 2014

100%

 
Tabela 4

Cronograma de implantação progressiva do ABS em veículos das categorias M1 e N1:

DATA DE IMPLANTAÇÃO

PERCENTUAL DA PRODUÇÃO

01 de janeiro de 2010

8%

01 de janeiro de 2011

15%

01 de janeiro de 2012

30%

01 de janeiro de 2013

60%

01 de janeiro de 2014

100%


Tabela 5
Cronograma de implantação progressiva do ABS em veículos das categorias M2, M3, N2, N3 e O:

DATA DE IMPLANTAÇÃO

PERCENTUAL DA PRODUÇÃO

01 de janeiro de 2013

40%

01 de janeiro de 2014

100%

Acredita que o preço do carro não irá subir com a nova lei? Qual sua opinião sobre o assunto?

Fonte:
Contran
Texto: Equipe MotorClube


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  • google-b4a946a62bc12c8cb5d5865b228ea873

    Opinião do dia 1/5/2012 00:39:00 - Recentemente tive a infelicidade a presenciar a morte de duas pessoas CARBONIZADAS após colisão frontal entre dois automóveis. As chamas propagaram rapidamente consumindo um dos autos vide foto, abaixo, em poucos minutos. Trabalhando há 30 anos como Engenheiro Químico, especializado em materiais – Plásticos e Borrachas, venho aqui, denunciar que os testes de combustibilidade destes materiais plásticos e borrachas, feitos em laboratórios nunca se aproximam de uma situação real. As borrachas são compostos por elastômeros e aditivos óleos minerais, sendo que estes últimos são altamente voláteis e combustíveis. E no Brasil o mercado de reposição( mercado paralelo) desconhece as normas de combustibilidade dos materiais. Os plásticos mesmo os mais resistentes a propagação da chama, com aditivos antichamas, amolecem e derretem( gotejam) e acabam contribuindo para ampliar a área de queima( combustão) e depois passam ser combustível, acentuando a queima pela elevada taxa de evaporação do álcool. Os carros populares não possuem corte de combustível em caso de colisão , o que faz que a bomba de combustível trabalhe , envie combustível e continue a alimentar as chamas; neste caso , VIDE ABAIXO, as chamas chegaram a mais de 3 metros de altura. As Engenharias buscam fazer autos mais leves, chapas de aço finas com objetivos de redução de peso( economia de combustível) , redução de custos e energia de impacto. Cabe lembrar que as chapas tem que ter um mínimo de espessura pelo menos para suportar após a colisão uma estrutura suficiente para impedir a total desintegração do veículo. Nos carros populares no Brasil sentimos como se estivemos dentro de uma lata de alumínio (refrigerantes), face a facilidade que se amassam e mutilam.   No Brasil o carro popular custa muito caro , a margem de lucro é altíssima e nossas autoridades pouco cobram sobre  a  melhoria da segurança veicular. Os nossos automóveis  são os  mais caros do mundo.   O lucro está acima  da preservação da vida e se pessoas como eu não continuar a insistir  em divulgar  nos meios de comunicação estes  elementos  e  cobrar  melhorias , poucas coisas serão feitas ou se levará muito tempo para corrigi-las. Abaixo, acrescento uma normalização do Contran, veja o absurdo a que ponto  chegou. Estes Dados estão na Internet, fabricante de material plástico (ABS) para interiores dos automóveis.   Em termos mundiais o crescimento anual dos aditivos antichama é de cerca de 8-10% devido às grandes exigências impostas pelos órgãos governamentais em determinadas aplicações. No Brasil o consumo ainda é considerado muito pequeno, pela inexistência de leis que regulamentem e exijam a utilização eficaz. Por exemplo, na indústria automobilística a exigência para a velocidade máxima de propagação do fogo nos revestimentos internos é de 80 mm/min nos países desenvolvidos; esta exigência no Brasil, pelo Contran, é de 250 mm/min e ainda desobriga ônibus e caminhões.   Tenho  assistidos inúmeros vídeos de veículos pegando fogo, normalmente um carro popular quando inicia a chama na parte frontal do veículo, a chama leva aproximadamente  3 minutos para atingir sua parte interna (painel) e mais 4  minutos para concluir toda a combustão interna, ou seja após 7 minutos  o tanque já esta em combustão. Estatísticas de Incêndios no Estado de São Paulo Corpo de Bombeiros   Automóveis = 76 % Outros = 24% Fonte: A importância do Extintor veicular • Nonos Prevenção Online  Quanto a resistência a colisão   o Brasil todo já conhece o CRASH TEST e  são poucos  que cobram melhorias das performance quanto a preservação  estrutural  e/ ou mesmo reforços estruturais e projetos  mais seguros , compra-se  automóveis  por beleza, luxo,   e design , etc. mas não se compra pensando em segurança.

  • Paulo Henrique

    Opinião do dia 23/4/2009 08:30:00 - Pode ser Adam, mas acredito que, neste caso, a Fiat seja obrigada a reduzir lucro na venda do Uno. De qualquer forma estão estudando um novo lançamento de baixo custo para substituir o Uno... Vamos ver no que vai dar.

  • Adam

    Opinião do dia 23/4/2009 06:51:00 - O Helio falou o que já ia falar. Agora complementando tem alguns carros que acho que irão morrer com a chegada do air bag e abs. Por exemplo o Uno mille e Ford ka. Provavelmente vão ficar com preços impraticaveis.

  • Hildegardo

    Opinião do dia 22/4/2009 04:42:00 - Senhores Realmente até que em fim foi tomada uma atitude séria para melhorar alguma coisa em médida de segurança para o usuário final com pouco dinheiro e com um sonho de possuir um carro novo, fica muito dificil os consumidores pagarem em média R$5.000,00 amais em um veiculo chamado de popular, que de popular não tem nada em materia de preço por conta dos altos impostos, para ter um pouco mais de segurança, agora em máteria de preço, o almento só vai ser sentido no inicio, como sempre o brasileiro se acostuma a tudo. Saldações.

  • Paulo Henrique

    Opinião do dia 22/4/2009 04:17:00 - Walcenir, sem dúvida, com o tempo, o custo de produção cairá. Acredito nisto também. Inacio, não tem como as montadoras acrescerem estes itens sem acréscimo de custo. Infelizmente esse preço será repassado mesmo para o consumidor, de início. Helio, sua análise é sempre equilibrada e brilhante. Muito bom! Nossas "carroças" estão virando carros!

  • HELIO

    Opinião do dia 22/4/2009 02:41:00 - Num primeiro momento as montadoras vão sim repassar os custos destes equipamentos aos futuros compradores. Entretanto na medida que as pessoas forem sentindo que o comportamento de seu carro equipado com ABS é, sem dúvida alguma, de uma melhoria significativa em freadas bruscas ou em pista molhada, concluirão que não gastaram dinheiro inùtilmente. Infelizmente o brasileiro compra carro pela aparência e não leva em conta o que de segurança, ativa e passiva, o carro vai lhe proporcionar. Basta também relembrar que há pouco mais de 25 anos atrás, quando a maioria dos carros não tinha freios a disco, muita gente achou maravilhoso o equipamento, pois passou a sentir a segurança proporcionada pelos mesmos. O mesmo raciocínio poderemos aplicar quanto aos vidros, travas, injeção eletrônica (economia considerável de combustível) e outros equipamentos eletro-eletrônicos, que vieram proporcionar um conforto e segurança muito apreciáveis aos motoristas e passageiros. No início acha-se caro, mas depois que passamos a desfrutar dos benefícios proporcionados pelos avanços tecnológicos incorporados aos veículos vemos que tudo isso não é despesa extra e sim investimento em segurança, que é o fator fundamental na condução de um automóvel ou qualquer outro veículo de passeio. Então o Sr. ex-presidente Fernando Collor não terá mais razão de chamar nossos carros de "carroças". O tempo mostrará que as autoridades sabiam o que estavam fazendo, mesmo porque tais custos tendem a cair no decorrer dos anos, pois a concorrência deverá aumentar e a preferência do consumidor deverá recair em veículos seguros e confortáveis, mesmo no segmento dos chamados "populares".

  • Inácio Melo

    Opinião do dia 22/4/2009 02:36:00 - realmente, finalmente isso se tornou obrigatório!!! no Brasil mesmo são produzidos alguns modelos para exportação que já saem de fábrica com esses dispositivos nos modelos maios basicos. só uma observação: esses dispositivos nao deveriam aumentar o custo dos carros, pois se trata de um item de segurança obrigatório. o governo deveria obrigar as montadoras a fornece-los sem aumento de preço. mas como se sabe, alguns marcas, de tao muxiba, colocam somente uma luz de ré na lanterna traseira só pq no código de transito cita "luz de marcha a ré", e nao "luzes de marcha a ré". complicado...

  • walcenir

    Opinião do dia 22/4/2009 01:38:00 - Com certeza será repassado este custo adicional ao veiculos, porém a tendencia é de que, com a produção em maior escala, ocorra uma redução gradativa no custo de fabricação e no preço desses dispositivos.